Casos recentes mostram que um bom nome e um design bonito não são suficientes. A construção de uma marca precisa unir branding, estratégia e proteção desde o primeiro esboço.
Criar uma marca costuma ser um dos momentos mais importantes para uma empresa. É quando o negócio ganha nome, identidade, personalidade e começa a ocupar um espaço na mente do consumidor. Mas, por trás de uma boa identidade visual, existe uma etapa que ainda é ignorada por muitos empreendedores: garantir que tudo aquilo que está sendo criado poderá, de fato, existir e ser protegido.
Durante muito tempo, o processo de construção de uma marca foi visto como uma sequência natural: definir o nome, desenvolver o logotipo, aprovar a identidade visual, lançar o negócio e, só depois, pensar no registro. O problema é que essa ordem tem custado caro para empresas de todos os portes.
Um dos casos mais conhecidos envolve a influenciadora Viih Tube. Antes mesmo do lançamento do reality As Patroas, especialistas já apontavam possíveis conflitos envolvendo o nome escolhido, que já possui registros anteriores. Em 2020, As Patroas também ficou nacionalmente conhecido pelo projeto musical de Marília Mendonça, Maiara e Maraísa - que também não conseguiram registrar a marca. A Justiça proibiu o uso do nome pelas artistas após uma ação judicial movida pela cantora Daisy Soares, dona da marca "A Patroa", registrada anteriormente. O programa de Viih Tube, acabou sendo retirado do ar por outro motivo, relacionado ao Ministério Público do Trabalho, mas a escolha do nome já levantava um alerta importante do ponto de vista da propriedade intelectual.
E essa não foi a primeira vez que a influenciadora precisou rever uma marca. Sua antiga linha infantil, Baby Tube, passou por um processo de rebranding e deu lugar à Turma Tube após questionamentos envolvendo um registro semelhante. Mesmo com uma estrutura profissional e milhões de seguidores, a mudança mostrou que construir uma marca exige muito mais do que criatividade ou investimento em comunicação.
O cenário se repete em diferentes segmentos. A Cora Beauty precisou reconstruir sua identidade após enfrentar questões relacionadas ao registro do nome. O chocolate Lolo, conhecido por muitos brasileiros, já foi vendido como Milkybar até precisar mudar de identidade. Grandes empresas também enfrentaram disputas envolvendo nomes e elementos de marca ao longo de sua trajetória. Cada caso possui particularidades, mas todos reforçam a mesma conclusão: o trabalho de construção de uma marca começa muito antes do lançamento.
E isso inclui o design.
Ao contrário do que muitos imaginam, o papel de um bom designer não se resume à criação de um logotipo bonito ou à escolha das cores da marca. Um projeto de branding envolve pesquisa, posicionamento, diferenciação e estratégia. O objetivo não é apenas desenvolver uma identidade visual atraente, mas criar uma marca que seja memorável, coerente e capaz de ocupar um espaço próprio no mercado.
Essa estratégia também precisa considerar aspectos que muitas vezes ficam fora da mesa de criação. Um símbolo pode ser semelhante ao de outra empresa. Um nome pode ser descritivo demais ou já estar protegido por terceiros. Um elemento gráfico pode remeter a uma marca consolidada, criando riscos desnecessários para o negócio. Em outras situações, o problema aparece justamente quando a empresa decide crescer e percebe que não consegue expandir sua marca para novas categorias porque alguém chegou antes.
É por isso que branding e propriedade intelectual deixaram de ser áreas independentes. Hoje, elas precisam caminhar juntas desde o início do projeto.
Quando designers, agências de marketing e especialistas em propriedade intelectual trabalham de forma integrada, o resultado vai muito além de uma identidade visual bonita. A empresa ganha uma marca construída para durar, preparada para crescer e desenvolvida com segurança jurídica desde o primeiro esboço.
Essa mudança de mentalidade representa uma evolução importante no mercado. Afinal, trocar uma paleta de cores é relativamente simples. Alterar o nome de uma empresa depois que ela já investiu em comunicação, embalagens, redes sociais, campanhas e reconhecimento pode significar prejuízos financeiros e perda de posicionamento.
Por isso, cada vez mais empresas passaram a incluir a pesquisa de anterioridade, a análise de registrabilidade e o planejamento das classes do INPI ainda na fase de criação da marca. O objetivo não é limitar a criatividade, mas permitir que ela seja construída sobre uma base sólida.
No fim das contas, uma marca forte não nasce apenas de uma boa ideia. Ela nasce da união entre estratégia, design e proteção.
Criar uma marca é um processo. Protegê-la também.
Se você está desenvolvendo uma nova marca ou passando por um processo de rebranding, envolva especialistas em propriedade intelectual desde o início. Na Intelivo, acreditamos que as melhores marcas são aquelas que unem criatividade, estratégia e segurança para crescer sem precisar voltar atrás no futuro.
Para proteger a sua marca ou expandir com segurança, fale com nossa equipe.















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